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Minhas Histórias

Hilda dos Santos – Bahia

Dona Hilda dos Santos, tem 52 anos, reside na comunidade de Cornicha, no território rural Giro da Serra, município de Ponto Novo/Bahia. O município está inserido no território de identidade Piemonte Norte do Itapicuru. Dona Hilda é casada, tem quatro filhos, desses, duas filhas residem em comunidades próximas, e os outros dois filhos, estão trabalhando fora do Estado. Hilda, é filha de camponeses, teve pouco acesso á educação formal, mas é chamada por muitos de doutora da terra, das hortaliças e das plantas medicinais.

A rotina de trabalho de dona Hilda é pesada, diz ela “minha rotina é muito corrida, quando acordo, que lavo os olhos, já faço o café, ai vou já pra fora, cuidar do quintal e das plantas, vejo se não tem nenhuma praga, cuido das hortaliças, planto, molho, tiro as que estão sofrendo ataques dos insetos e doenças. Depois cuido das galinhas, dou comida. Aproveito logo cedo que o sol está frio para cuidar das coisas lá fora. Depois entro para dentro de casa para cuidar, fazer comida, varrer a casa, lavar a louça, essa é minha rotina do dia-a-dia. Acrescenta dona Hilda, ainda, no final da tarde, vou novamente para o quintal, molhar as hortaliças, e cuidar dos pés de frutas, e as vezes, ainda vou para a roça, capinar, plantar e colher”.

Acrescenta-se a rotina de dona Hilda a participação dela nas reuniões do sindicato de Ponto Novo, nas atividades religiosas da comunidade, as reuniões da associação do território, bem como todas as atividades de formação que acontece pelo projeto Pró-Semiárido: oficinas com temáticas da área produtiva e sociocultural, rodas de aprendizagens, e reuniões do núcleo de mulheres do território rural Giro da Serra, que tem como objetivo realizar o monitoramento da pesquisa com as cadernetas agroecológicas.

Dona Hilda, é agricultora, e têm acompanhamento de Assistência Técnica Continuada, através do projeto Pró-Semiárido, que tem como financiador o  FIDA, e governo do Estado da Bahia, por meio da SDR/CAR, em parceria com a entidade CACTUS, no que se refere ao acompanhamento técnico continuado. A agricultora foi contemplada pelo projeto com duas tecnologias sociais, que segundo ela, estão contribuindo para a segurança alimentar, e melhorando a renda. A mesma está participando da pesquisa com as cadernetas agroecológicas.

Para Hilda a participação no sindicato e na associação é muito importante, ela diz: meu sentimento é que a associação sempre faz parte da vida, de um benefício, de um projeto, é sempre muito bom participar né? Porque vai aprendendo mais, também ouvindo o que precisa o que a gente deve fazer, me sinto muito bem em participar da associação de agricultores e agricultoras de Santo Antônio.

A caderneta agroecológica é um instrumento de mensuração das atividades realizadas pela mulher, criado pelo Centro de Tecnologias Alternativas da Zona da Mata – CTA/ZM, com o objetivo de dar visibilidade ao trabalho das agricultoras familiares. Nela, é registrado o consumo, a troca, a venda e a doação do que é cultivado nos agroecossistemas.

Hilda afirma que despertou interesse em realizar as anotações na caderneta agroecológica, a partir de uma reunião que a equipe do Pró-Semiárido/CACTUS, através da técnica de campo Thaise Pereira de Matos realizou no território Giro da Serra. A mesma afirma que precisa ter controle do que está produzindo, consumindo, da renda, que contribui com algumas despesas da casa, a exemplo da conta de água, energia, e compra de gás de cozinha, bem como saber quais produtos e a quantidade que faz doação. Dona Hilda acrescenta ainda que realizar as anotações na caderneta agroecológica funciona como uma terapia. Garante está adorando realizar os registros e anotações.

A agricultora afirma com convicção que as tecnologias sociais que recebeu, cisterna de calçadão, aviário rustico, juntamente com o acompanhamento técnico continuado que têm há dois anos, mudou sua vida para melhor. Acrescenta: “minha vida melhorou muito, depois que recebi a cisterna, ela é muito boa, porque tenho meus alimentos saudáveis para se alimentar, e alimentar minha família, deixo de comprar produtos com agrotóxicos nos mercados e feira, vendo um pouco da produção e pago algumas contas de despesas da casa, quero melhorar cada vez mais”.

Reportagem produzida pela equipe do Projeto Pró-Semiárido.